Antes da divisão da Península Coreana, diferentes regiões compartilhavam costumes, tradições e formas de viver que hoje ajudam a contar parte da história da Coreia. É a partir dessa memória que o Museu Nacional do Folclore da Coreia (국립민속박물관) apresenta a exposição ZERO: 민속의 길에서 만난 북한, que pode ser traduzida como ZERO: Norte da Coreia encontrado pelo caminho do folclore. A mostra reúne 316 conjuntos, totalizando 346 peças relacionadas a regiões como Kaesong, Hwanghae, Pyongan e Hamgyong, além de registros sobre o Monte Kumgang.
A proposta é observar as regiões que hoje fazem parte da Coreia do Norte por meio de sua cultura e de suas memórias, sem limitar a narrativa ao contexto político contemporâneo. Entre os objetos apresentados estão 88 potes de Haeju, produzidos em Hwanghae, além de peças relacionadas a manifestações tradicionais como Bongsan Talchum, Gangnyeong Talchum, Haeju Talchum e Bukcheong Saja Noreum. A mostra também apresenta móveis, registros literários e materiais históricos que ajudam a revelar diferentes aspectos da vida cotidiana dessas comunidades.

O Monte Kumgang, uma das paisagens mais conhecidas da Península Coreana, também ocupa um espaço importante na exposição, com pinturas, mapas, diários de viagem, cartões postais e fotografias que registram a região ao longo do tempo. Entre os materiais está ainda um registro audiovisual realizado na década de 1930, disponibilizado pelo Korean Film Archive. Ao reunir esses documentos, a exposição mostra como lugares, objetos e manifestações culturais podem preservar memórias de um período anterior à divisão da Península.
ZERO: 민속의 길에서 만난 북한 fica em cartaz até 14 de fevereiro de 2027, na Sala de Exposição Especial do Museu Nacional do Folclore da Coreia, em Seul. Mais do que apresentar objetos históricos, a mostra propõe um olhar sobre as tradições e formas de viver que fazem parte de uma história cultural compartilhada e que continuam ajudando a compreender a diversidade da cultura coreana.
Imagens: Reprodução/ Site: Korea JoongAng Daily













