A líder da Igreja da Unificação, Han Hak-ja, de 83 anos, foi condenada nesta segunda-feira (31) a dois anos de prisão pelo Tribunal Distrital Central de Seul, na Coreia do Sul. A sentença está relacionada a acusações de suborno e financiamento político ilegal envolvendo integrantes da administração do ex-presidente Yoon Suk Yeol.
Segundo a decisão judicial, Han foi considerada culpada por participar da entrega de presentes de luxo à ex-primeira-dama Kim Keon Hee, incluindo uma bolsa da Chanel e um colar, em julho de 2022. Os itens teriam sido entregues por meio de um intermediário enquanto a organização buscava obter favores para seus interesses.
A líder religiosa também foi condenada por colaborar com antigos dirigentes da igreja para entregar 100 milhões de won, cerca de US$ 66,4 mil, ao então deputado Kweon Seong-dong, do Partido do Poder Popular. Segundo os investigadores, o objetivo era estabelecer relações políticas e garantir apoio aos interesses da organização caso Yoon fosse eleito presidente, o que ocorreu em março daquele ano.
O tribunal afirmou que os envolvidos enxergaram a eleição presidencial como uma oportunidade para ampliar a influência política da Igreja da Unificação por meio de seu poder financeiro. Han também foi considerada culpada, junto a outros ex-dirigentes, pela realização de 144 milhões de won em doações políticas ilegais utilizando recursos da organização.
A Promotoria Especial havia solicitado uma pena de 13 anos de prisão para Han. O tribunal, porém, a condenou a dois anos e a absolveu de algumas acusações de apropriação indevida de recursos. A defesa da Igreja da Unificação afirmou que não aceita a decisão e indicou que pretende recorrer da sentença.
Han é viúva de Moon Sun-myung, fundador da Igreja da Unificação, organização conhecida internacionalmente por seus casamentos coletivos. O caso faz parte de uma investigação mais ampla sobre as relações entre a igreja, políticos conservadores e o antigo governo de Yoon Suk Yeol.
Imagem: Reprodução/ Site: The Korea Times













