Vernon, integrante do SEVENTEEN, refletiu sobre as mudanças que o K-pop sofreu ao longo dos últimos anos e apontou uma aproximação cada vez maior entre o gênero sul-coreano e o pop norte-americano. Para o artista, a indústria evoluiu tanto na incorporação de influências estrangeiras que a diferença entre os dois estilos está cada vez menor.
“Eu sinto que o K-pop soa cada vez mais como pop norte-americano em vez de pop coreano”, afirmou Vernon. Segundo ele, essa percepção também é compartilhada por outras pessoas, o que o faz sentir nostalgia pelo K-pop dos anos 2000 e do início dos anos 2010.
Entre os artistas que despertam essa nostalgia estão nomes como Wonder Girls, BIGBANG e 2NE1, grupos que marcaram uma geração do K-pop e ajudaram a estabelecer a identidade musical e visual que o gênero levaria para o mercado internacional.
Vernon reconhece que a influência da música norte-americana não é algo novo no K-pop. “Os produtores de K-pop sempre tentam trazer sons norte-americanos pro K-pop e transformar em algo próprio”, explicou. Para ele, porém, esse processo chegou a um novo estágio.
“Acho que agora eles chegaram num ponto onde estão bons até demais nisso. Você não consegue diferenciar K-pop de Pop, quer dizer, até consegue, mas a distância entre os dois fica cada vez menor.”
A observação ganha um significado especial considerando a própria trajetória de Vernon. O SEVENTEEN estreou em 2015, justamente durante um período em que o K-pop começava a ampliar de maneira acelerada sua presença fora da Coreia do Sul. Desde então, o grupo acompanhou a transformação do gênero em um fenômeno global, com artistas coreanos conquistando posições cada vez maiores nas paradas internacionais e colaborando frequentemente com nomes da música ocidental.
A globalização do K-pop também fez com que produtores estrangeiros, compositores internacionais e referências de diferentes mercados passassem a ocupar um espaço cada vez maior nas produções. Ao mesmo tempo em que esse processo ajudou a ampliar o alcance do gênero, ele também levantou discussões sobre até que ponto a busca por uma sonoridade global pode afetar sua identidade.
A fala de Vernon, no entanto, não parece ser uma rejeição à evolução do K-pop ou às influências estrangeiras. Sua principal questão está na distância entre essas referências e aquilo que tradicionalmente fazia o gênero soar diferente do pop produzido no Ocidente.
Mais de uma década depois de sua estreia, Vernon se encontra em uma posição privilegiada para observar essa transformação. Ele cresceu profissionalmente junto com a expansão global do K-pop e viu o gênero passar de um mercado predominantemente asiático para uma indústria capaz de disputar espaço diretamente com o pop internacional.
Para o integrante do SEVENTEEN, talvez seja justamente essa evolução que torne os sons de sua adolescência tão nostálgicos. Em meio a um K-pop cada vez mais global, ele sente falta de uma época em que, mesmo incorporando referências norte-americanas, a música ainda parecia ter uma distância mais evidente do pop produzido nos Estados Unidos.
Imagem: Reprodução/@saythename_17 (Instagram)













