A investigação envolvendo Bang Si Hyuk, presidente da HYBE, ganhou um novo desdobramento na Coreia do Sul. O Tribunal do Distrito Sul de Seul autorizou o bloqueio de aproximadamente ₩106 bilhões (cerca de US$ 74,9 milhões)em ativos pertencentes a três representantes da empresa de private equity Eastone PE, apontados como possíveis cúmplices no caso.
A informação foi divulgada pelo jornal sul-coreano Ilbo Shinmun nesta sexta-feira (14). A medida ocorre no âmbito da investigação sobre suspeitas de fraude relacionadas ao processo que antecedeu a abertura de capital da HYBE.
Bang é investigado desde dezembro de 2024 sob a suspeita de ter informado, em 2019, a investidores da HYBE que a companhia não possuía planos para realizar uma oferta pública inicial de ações (IPO). Segundo as alegações investigadas pelas autoridades, investidores teriam sido convencidos a vender suas participações para a Eastone PE.
Posteriormente, após a HYBE realizar seu IPO em 2020, a Eastone PE vendeu sua participação na companhia com lucro. Bang é acusado de ter recebido secretamente 30% dos ganhos obtidos na operação, por meio de um acordo estabelecido previamente. As suspeitas seguem sob investigação.
Justiça já havia determinado bloqueio de bens de Bang Si Hyuk
Ao autorizar a nova medida, o Tribunal do Distrito Sul de Seul afirmou haver fundamentos substanciais para considerar que os investigados possam ter obtido recursos de origem criminosa.
A decisão envolvendo os representantes da Eastone PE se soma a uma medida semelhante anteriormente determinada contra o próprio Bang Si Hyuk. Em novembro, aproximadamente ₩157 bilhões (cerca de US$ 111 milhões) em ativos ligados ao empresário foram bloqueados.
Somados, os valores relacionados às medidas judiciais ultrapassam ₩260 bilhões, equivalentes a aproximadamente US$ 183 milhões.
O bloqueio de bens, no entanto, é uma medida adotada durante o andamento do caso e não representa, por si só, uma determinação de culpa.
Investigação apura informações fornecidas antes do IPO da HYBE
Documentos relacionados ao caso também trouxeram novos detalhes sobre o período anterior à abertura de capital da HYBE.
De acordo com as informações apresentadas na investigação, a empresa já estaria se preparando para o IPO em abril de 2019, meses antes do momento em que Bang teria informado aos investidores que não havia planos para listar a companhia na bolsa.
Os investigadores sustentam que Bang e representantes da Eastone PE teriam incentivado acionistas a vender suas participações sob a justificativa de que não existiam planos para uma abertura de capital naquele momento e de que tampouco havia certeza de que isso ocorreria posteriormente.
A HYBE, por sua vez, nega a ocorrência de irregularidades. A empresa afirmou anteriormente acreditar que não houve violação das leis e regulamentações aplicáveis durante o processo de IPO. A companhia também ressaltou que o bloqueio de ativos não equivale a uma decisão sobre a culpa ou inocência dos envolvidos.
Investigação ainda não foi concluída
Apesar dos novos desdobramentos judiciais, as autoridades ainda não chegaram a uma conclusão sobre o caso.
Tentativas de obtenção de um mandado de prisão contra Bang Si Hyuk realizadas em abril e maio deste ano foram rejeitadas pelos promotores, que solicitaram investigações adicionais.
O caso, portanto, permanece em andamento, enquanto as autoridades sul-coreanas continuam apurando as circunstâncias das negociações realizadas antes da abertura de capital da HYBE e a eventual participação dos investigados.
Imagem: Reprodução/Yonhap













