A província de Gyeonggi, na Coreia do Sul, lançou uma nova estrutura para proteger professores diante de denúncias consideradas abusivas e de casos que envolvam violações dos direitos educacionais. A iniciativa conta com 300 agentes especializados para acompanhar os profissionais em situações que possam afetar o exercício de suas funções.
O programa foi oficialmente lançado em 22 de agosto pelo Escritório de Educação de Gyeonggi, em Suwon. Os agentes atuarão no acompanhamento individual dos professores, desde a identificação do caso até sua conclusão, oferecendo orientação jurídica, apoio psicológico e assistência durante os procedimentos relacionados às denúncias.
A seleção despertou grande interesse. Inicialmente, o Escritório de Educação previa selecionar apenas 50 pessoas, mas recebeu 1.823 candidaturas. Com a alta procura, o número de agentes foi ampliado para 300. A equipe reúne profissionais de diferentes áreas, incluindo professores, advogados, médicos, policiais e especialistas em aconselhamento e mediação de conflitos.
Os agentes também poderão auxiliar na apuração dos fatos e conectar os professores a serviços jurídicos e psicológicos. A proposta é evitar que os profissionais tenham de enfrentar sozinhos situações envolvendo acusações de abuso infantil, reclamações consideradas maliciosas e outras formas de interferência nas atividades educacionais.
A medida faz parte das políticas adotadas pelo superintendente de Educação de Gyeonggi, Ahn Min-seok, para fortalecer os direitos dos professores. A estrutura deverá continuar sendo ampliada e está prevista para se transformar em um órgão permanente de proteção dos direitos educacionais a partir de março de 2027.
Imagem: Reprodução/ Site: The Korea Times













