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Ex-procurador-geral Shim Woo-jung é indiciado por suposta atuação na lei marcial

O ex-procurador-geral da Coreia do Sul Shim Woo-jung foi indiciado nesta quinta-feira, 20 de agosto, por suposta participação nos acontecimentos relacionados à declaração de lei marcial feita pelo então presidente Yoon Suk Yeol em dezembro de 2024. A denúncia foi apresentada pelo segundo grupo de procuradores especiais, que também acusa o ex-chefe da Procuradoria Suprema de abuso de autoridade.

Segundo os investigadores, Shim teria participado de discussões sobre o envio de procuradores para uma equipe conjunta responsável por investigar os acontecimentos relacionados à lei marcial. Ele também teria determinado a análise de procedimentos para investigar pessoas que violassem a proclamação de lei marcial e participado da preparação de documentos sobre jurisdição e procedimentos judiciais.

Durante buscas na Procuradoria Suprema, os investigadores encontraram documentos relacionados à criação de uma equipe de investigação da lei marcial e listas de procuradores que poderiam ser enviados para atuar no caso. Para a equipe especial, esse material indica que Shim teve uma atuação mais direta no episódio do que havia sido apontado em uma investigação anterior.

A acusação também envolve a atuação de Shim no caso de Yoon após a declaração da lei marcial. Ele é suspeito de ter impedido que procuradores recorressem imediatamente da decisão judicial que determinou a libertação do ex-presidente. Shim foi alvo de um pedido de prisão em julho, mas um tribunal rejeitou a solicitação. Agora, ele responderá ao processo em liberdade.

O caso também envolve Jeon Moo-gon, ex-chefe do Departamento de Planejamento e Coordenação da Procuradoria Suprema, acusado de colaborar na preparação de documentos relacionados à investigação e ao julgamento de pessoas acusadas de violar a proclamação da lei marcial. A defesa de Shim nega as acusações, enquanto a nova denúncia representa uma mudança em relação à investigação anterior, que não havia apresentado acusações contra ele por sua suposta atuação no episódio. A participação do ex-procurador-geral ainda será analisada pela Justiça.

Imagem: Reprodução/ Site: The Korea Times

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