O Pavilhão Bosingak, um dos principais símbolos históricos de Seul, receberá, em 15 de agosto, uma cerimônia especial em comemoração aos 81 anos da libertação da Coreia do domínio colonial japonês. O evento resgatará a tradicional cerimônia do toque do sino, uma prática que atravessa séculos e permanece como um importante símbolo da memória e da identidade sul-coreanas.
Organizada pelo governo metropolitano de Seul, a celebração terá como tema “O som da libertação desperta o futuro” e reunirá autoridades, descendentes de ativistas da independência e artistas. O momento mais aguardado da programação será o toque do sino 33 vezes, um ritual que surgiu durante a dinastia Joseon e que, atualmente, é realizado em ocasiões históricas e comemorativas.
Construído em 1395, o Pavilhão Bosingak desempenhou um papel fundamental no cotidiano da antiga capital coreana. Durante a dinastia Joseon, o sino era utilizado para anunciar a abertura e o fechamento dos portões da cidade, além de indicar o início e o fim do toque de recolher. Com o passar dos anos, o local se transformou em um importante patrimônio histórico e cultural da Coreia do Sul.
A cerimônia deste ano também homenageará aqueles que participaram da luta pela independência do país. Nove descendentes de ativistas que enfrentaram a ocupação japonesa participarão do toque do sino ao lado de autoridades locais, reforçando o compromisso de preservar a memória das gerações que contribuíram para a construção da Coreia moderna.
Celebrado em 15 de agosto, o Dia da Libertação marca o fim dos 35 anos de ocupação japonesa na península coreana, encerrada em 1945. Considerada uma das datas mais importantes do calendário sul-coreano, a celebração simboliza a recuperação da soberania nacional e a preservação da identidade histórica do país.
Imagem: Reprodução/ The Korea Times













