Uma brasileira de 30 anos foi condenada pela Justiça da Coreia do Sul por perseguir JungKook, integrante do BTS. A decisão foi anunciada pelo Tribunal Distrital Ocidental de Seul, que determinou pena de um ano de prisão com suspensão por dois anos. Após a conclusão dos trâmites legais, a mulher também poderá ser deportada do país.
De acordo com as informações do processo, a acusada realizou diversas tentativas de contato com o artista entre o fim de 2025 e o início de 2026. Durante esse período, ela compareceu repetidamente à residência do cantor, localizada em Seul, onde aguardava sua chegada e deixava cartas, fotografias e outros objetos.
As investigações apontaram que a mulher esteve no local mais de vinte vezes em pouco mais de um mês. Entre os episódios registrados pelas autoridades, um dos que mais chamou atenção ocorreu quando ela acionou a campainha da residência inúmeras vezes durante a madrugada. Em outra ocasião, aproveitou a entrada de um prestador de serviço para acessar parte da propriedade sem autorização.
Mesmo após receber advertências da polícia e ser alvo de medidas restritivas que proibiam sua aproximação, a brasileira continuou retornando ao endereço. As autoridades afirmam que ela voltou a deixar materiais destinados ao cantor nas proximidades da residência, descumprindo determinações judiciais e reforçando as acusações de perseguição.
Ao analisar o caso, o tribunal destacou a insistência da acusada em ignorar as orientações das autoridades e as medidas impostas para impedir novos contatos. Os magistrados também levaram em consideração o fato de Jung Kook ter solicitado uma punição rigorosa. Por outro lado, a corte avaliou que não havia indícios de intenção de causar danos físicos ao artista e que a invasão não alcançou as áreas internas da casa.
A possibilidade de deportação foi considerada um dos fatores que reduziram o risco de reincidência. Com isso, a Justiça optou por aplicar uma pena suspensa, condicionada ao cumprimento das determinações estabelecidas durante o período de liberdade condicional.
O caso ganhou repercussão também por causa das declarações de familiares da brasileira. Em entrevistas concedidas anteriormente à imprensa, parentes relataram preocupação com seu estado de saúde mental e afirmaram que ela já havia recebido acompanhamento psiquiátrico no Brasil. Segundo os relatos, a viagem para a Coreia do Sul teria ocorrido sem o conhecimento da família, que desejava seu retorno ao país para que pudesse receber apoio e tratamento adequados.
Nos últimos anos, JungKook e outros artistas do BTS têm enfrentado episódios envolvendo invasões de privacidade e comportamentos obsessivos por parte de admiradores. Diante da repetição desses casos, a BIGHIT MUSIC vem reforçando protocolos de segurança e adotando medidas mais rígidas para proteger seus artistas, além de colaborar com as autoridades para responsabilizar pessoas que ultrapassem os limites legais em tentativas de aproximação.
Imagem: Reprodução/X (@bts_bighit)













