O procurador especial da Coreia do Sul solicitou quatro anos de prisão para o deputado Kweon Seong-dong, durante julgamento de apelação em um caso de suborno que envolve conexões com a Igreja da Unificação.
Segundo a acusação, o parlamentar teria recebido apoio financeiro e político indireto, estruturado por intermediários ligados à igreja, em troca de influência em decisões institucionais. A promotoria sustenta que os repasses foram organizados para ocultar a origem dos recursos, dificultando o rastreamento e caracterizando o esquema como corrupção.
Kweon, integrante do People Power Party, nega irregularidades. A defesa afirma que não há comprovação de troca de favores e classifica as acusações como interpretações ampliadas de relações políticas legítimas.
O caso ocorre em meio a um cenário de endurecimento no combate à corrupção na Coreia do Sul, com investigações que têm ampliado o escrutínio sobre a atuação de grupos religiosos na política.
Embora outras apurações também mencionem a Igreja da Unificação, incluindo casos envolvendo figuras de alto escalão, o processo contra Kweon é tratado de forma independente pelas autoridades.
Imagem: Reprodução/ The Korea Times












