Kim Yong-beom, chefe de política da Presidência da Coreia do Sul, renunciou ao cargo nesta terça-feira (1º), após apresentar o pedido na segunda-feira (31). O presidente Lee Jae-myung aceitou a renúncia, segundo a porta-voz presidencial Kang Yu-jung. A Presidência não informou uma razão específica para a saída, que ocorre cerca de 15 meses após Kim assumir o posto como primeiro chefe de política da administração Lee.
A saída acontece em meio a críticas sobre políticas econômicas conduzidas sob a coordenação de Kim, especialmente após o lançamento, em maio, de ETFs alavancados de ações individuais. Os produtos foram associados ao aumento da volatilidade no mercado de ações, enquanto o KOSPI caiu de um recorde de fechamento de 9.114,55 pontos em junho para cerca de 6.730 pontos atualmente.
As políticas relacionadas ao mercado imobiliário também aumentaram a pressão sobre o governo. A administração decidiu abandonar a proposta de reduzir de 1,2 bilhão para 900 milhões de won a dedução básica do imposto imobiliário para proprietários de uma única residência que não vivem no imóvel. O governo também manteve em 150% o limite para o aumento anual do imposto imobiliário, em vez de elevá-lo para 200%.
A renúncia de Kim ocorreu apenas um dia após uma reforma ministerial que incluiu seis novas nomeações para o gabinete, entre elas mudanças em áreas econômicas importantes. A movimentação acontece enquanto a aprovação de Lee caiu para a faixa dos 30%, com preocupações relacionadas principalmente ao aumento dos preços dos imóveis e à instabilidade do mercado financeiro. A situação também deve colocar as políticas ligadas aos ETFs sob maior escrutínio durante as próximas auditorias parlamentares.
Apesar das controvérsias, um funcionário presidencial afirmou que a mudança busca acelerar e dar novo impulso à implementação das políticas. A Casa Azul informou que pretende escolher um sucessor para Kim de maneira a evitar qualquer interrupção na administração do Estado. A saída marca a primeira substituição em nível de chefe de gabinete desde o início do governo Lee, em junho de 2025.
Imagem: Reprodução/ Site: The Korea Times












