O interesse pela cultura sul-coreana cresceu de forma significativa no Brasil nos últimos anos, especialmente durante o período da pandemia. Foi nesse contexto que Ariela Lopes, 40, iniciou sua conexão com os K-dramas — uma descoberta que, com o tempo, ultrapassou o entretenimento e se transformou em criação de conteúdo.
Mãe de um filho de 10 anos e empreendedora, Ariela concilia a rotina à frente de seu próprio comércio, em Teixeira de Freitas (BA), com a produção de conteúdo voltado ao universo coreano, que compartilha em suas redes sociais por meio do perfil @casinha_da_ariella_dorameira.
Ao assistir seu primeiro K-drama, passou a se aprofundar na cultura e, ao se tornar fã do ator Lee Minho, decidiu dividir suas experiências com o público.
Apesar do crescimento como criadora, ela destaca que o processo não é simples e envolve desafios pessoais, especialmente diante da exposição:
Como começou seu interesse pela cultura coreana?
Foi durante a pandemia quando assisti meu primeiro Kdrama.
Quando decidiu criar conteúdo sobre esse universo?
Durante a pandemia também quando virei grande fã do ator Lee Minho.
Quais foram os maiores desafios no início? Em algum momento pensou em desistir?
Sempre penso em desistir, pois ainda acho muito difícil tenho dificuldades em fazer vídeos onde apareço falando.
Qual foi o evento sobre a cultura coreana que você mais gostou?
O fancom do Cha eunwoo no Brasil.
Existe algum momento específico nesses eventos que ficou gravado na sua memória?
A entrada do Cha eunwoo no palco fiquei sem acreditar que está vendo ele ao vivo e em cores.
A experiência em fanmeetings, segundo ela, vai além do simples encontro com artistas. Trata-se de um momento marcante para quem acompanha de perto o trabalho desses nomes.
Como você descreveria a energia de um fanmeeting para quem nunca viveu essa experiência?
Quando é de um artista que você realmente admira, é uma experiência única e pra levar pra vida.
O crescimento dos K-dramas e do K-pop no Brasil também é um ponto observado por Ariela, que atribui essa expansão ao tipo de narrativa presente nas produções sul-coreanas.
Como você enxerga o crescimento dos K-dramas e do K-pop no Brasil nos últimos anos?
Eu acho que tem crescido muito por conta da leveza, os brasileiros estão cansados de ver conteúdo pesado como vemos nas novelas brasileiras.
Ao falar sobre a cultura coreana, Ariela também destaca aspectos que admira — e outros que geram reflexão.
Qual aspecto da cultura coreana você mais admira e menos admira?
Eu admiro muito as leis do país.
Mas não admiro a pressão que as pessoas vivem lá, tanto pra idols como para as pessoas comuns.
Além do conteúdo nas redes, sua rotina fora da internet é marcada pelo trabalho no comércio próprio.
Como é a sua rotina fora das redes sociais?
Muito trabalho, pois meu ganha pão é meu comércio. Eu tenho uma lojinha de pimentas.
Ariela também relata já ter enfrentado julgamentos por gostar de K-pop e K-dramas, especialmente por conta da idade — algo que aprendeu a lidar com o tempo.
Você já enfrentou julgamentos por gostar desse universo? Como lidou com isso?
Sim, principalmente por ter 40 anos e gostar de kpop. Mas eu aprendi a ignorar e seguir meu caminho.
Com o crescimento da audiência, surgem também críticas e expectativas — algo que, segundo ela, exige maturidade.
Ter uma comunidade grande traz pressão? Como você lida com isso?
No começo, eu queria rebater comentários negativos, queria mostrar para as pessoas quem eu sou de verdade. Mas percebi que tem pessoas que tem o prazer de apenas criticar e nem fazem questão de te conhecer de verdade. Então, eu passei a simplesmente ignorar comentários negativos e focar em quem tem a mesma visão que eu.
Para quem deseja começar a produzir conteúdo, Ariela deixa um conselho direto:
Que conselho você daria para quem deseja começar?
Fazer realmente o que gosta, pois tudo que é feito de verdade dá frutos reais!
E, para seus seguidores, a mensagem é de incentivo:
Que mensagem gostaria de deixar para seus seguidores?
Que continuem sonhando, pois nossos sonhos serão realizados em nome de Jesus!
Bate-bola com Ariela
- Um K-drama indispensável: O Rei Eterno
- Um K-drama que reassistiria: Beleza Verdadeira
- Um K-drama que fez chorar: Pousando no Amor
- Um que não recomendaria: Love Alarm
- Grupo favorito: ASTRO
- Idol favorito: Cha Eun-woo
- Ator favorito: Lee Minho
- Música favorita: Dream Night (ASTRO)
- Artista que sonha conhecer: Cha Eun-woo
A trajetória de Ariela reflete uma realidade cada vez mais presente entre fãs brasileiros: o primeiro contato despretensioso com os K-dramas que, com o tempo, se transforma em identificação, pertencimento e expressão.
Entre a rotina fora das redes, os desafios da criação de conteúdo e a conexão com a cultura coreana, sua história se constrói de forma genuína, longe de fórmulas prontas. Mais do que acompanhar narrativas, ela passa a fazer parte de uma — onde o que realmente importa não é como começa, mas o que se escolhe viver a partir disso.











