Song Mino, integrante do grupo sul-coreano WINNER, está sendo investigado por supostas ausências não autorizadas durante o serviço militar obrigatório. De acordo com o Ministério Público do Distrito Oeste de Seul, o rapper teria deixado de comparecer ao trabalho por 102 dias enquanto atuava como assistente social comunitário no distrito de Mapo, em Seul. Caso a acusação seja confirmada, ele pode ser condenado a até três anos de prisão, conforme prevê a Lei do Serviço Militar para ausências superiores a oito dias sem justificativa.
O período de serviço de Mino compreendeu de 24 de março de 2023 a 23 de dezembro de 2024, durante o qual ele deveria ter cumprido cerca de 430 dias de trabalho, considerando folgas em fins de semana e feriados. A promotoria aponta que a frequência irregular teria aumentado conforme se aproximava a data de dispensa.
Segundo a investigação, Mino teria se beneficiado de licenças médicas excessivas e manipulado registros de frequência para justificar suas ausências. Além disso, um supervisor responsável pela fiscalização do serviço está sob suspeita de cumplicidade, por assinar documentos falsos e não ter intervido mesmo ciente das faltas. Mensagens trocadas entre Mino e o supervisor no final de maio indicam que parte das ausências ocorreu enquanto o artista viajava aos Estados Unidos para o casamento da irmã.
A YG Entertainment, empresa que gerencia o WINNER, afirmou que as licenças médicas se referem a tratamentos iniciados antes do alistamento. Fontes oficiais indicam que Song Mino teria admitido parte das irregularidades durante a investigação conduzida pelo Gabinete Nacional de Investigação da Polícia.
O caso será levado a julgamento no Tribunal Distrital Ocidental de Seul em 21 de abril. A investigação ainda está em andamento, e novas provas obtidas por meio de apurações complementares reforçam as acusações contra o rapper e seu supervisor.
Imagem: Reprodução – @winnercity (Instagram)













