O ex-presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, foi condenado à prisão perpétua nesta quinta-feira (19), pelo Seoul Central District Court, após ser considerado culpado de liderar uma insurreição. O tribunal concluiu que ele decretou lei marcial em 3 de dezembro de 2024 e mobilizou forças militares e policiais contra a Assembleia Nacional, em uma tentativa de subverter a ordem constitucional.
Yoon havia sido suspenso do cargo ainda em dezembro de 2024 e teve sua destituição confirmada pelo Tribunal Constitucional em abril de 2025. Detido desde julho de 2025, ele também já tinha recebido, em janeiro de 2026, uma pena de cinco anos em outro processo ligado à crise institucional.
Outros envolvidos na implementação da lei marcial também foram condenados. O ex-ministro da Defesa, Kim Yong-hyun, recebeu 30 anos de prisão, enquanto oficiais militares e policiais tiveram penas que variam de 12 a 18 anos.
A decisão gerou forte repercussão em Seul, com protestos de apoiadores e críticos do ex-mandatário. A defesa de Yoon anunciou que irá recorrer, mas analistas apontam que a gravidade do caso e o volume de evidências tornam improvável uma reversão significativa da sentença.
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Imagens: Reprodução/ Site: The Korea Times; Yonhap














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