Fãs de K-pop marcaram presença na COP30 com um painel organizado pelo Centro Cultural Coreano no Brasil (CCCB), destacando como comunidades de fãs podem impulsionar ações climáticas em escala global. O encontro reuniu representantes de diversos movimentos e ativistas internacionais para discutir formas de mobilizar jovens a partir da cultura pop, especialmente por meio do forte engajamento presente no fandom do K-pop.
Entre as participantes esteve Dominique Palmer, ativista climática e cofundadora do Army Help The Planet, coletivo criado por fãs do BTS no Brasil que apoia iniciativas ambientais e atua em projetos de conscientização, doações e mobilização digital. O grupo, que ganhou destaque por campanhas de reflorestamento, mutirões de arrecadação e ações voltadas à educação climática, foi citado no painel como exemplo de como os fandoms podem ir além do entretenimento e contribuir para pautas sociais urgentes.




Ao longo da discussão, os organizadores ressaltaram que comunidades de fãs têm capacidade única de amplificar mensagens, engajar grandes públicos e transformar causas em movimentos globais por meio de redes sociais, projetos colaborativos e campanhas coordenadas. Para eles, esse tipo de participação é cada vez mais relevante em espaços multilaterais como a COP, especialmente para conectar temas complexos a públicos jovens.
O painel demonstrou o papel crescente do K-pop e de seus fãs na construção de uma agenda climática mais acessível, diversa e engajada, mostrando como a cultura pop pode se tornar uma ponte entre ativismo, comunidade e impacto social concreto.
Imagem: Reprodução/ @army_htp (Instagram)












