A ex-primeira-dama da Coreia do Sul, Kim Keon-hee, entrou com recurso contra a sentença que a condenou a 20 meses de prisão por corrupção, conforme registros do Judiciário divulgados nesta semana. A decisão foi proferida pelo Tribunal do Distrito Central de Seul, em primeira instância.
Kim foi considerada culpada por receber presentes de alto valor, como bolsas de luxo e joias, de representantes da Igreja da Unificação, em um contexto que a Justiça entendeu como troca por influência política. Os fatos teriam ocorrido em 2022, durante o mandato do então presidente Yoon Suk Yeol, seu marido. Além da pena de prisão, o tribunal determinou o confisco de 12,8 milhões de won, valor correspondente aos bens recebidos.
Na mesma sentença, a ex-primeira-dama foi absolvida de outras acusações, incluindo suspeitas de manipulação de preços de ações e violações da legislação de financiamento político, após o tribunal considerar insuficientes as provas apresentadas nesses pontos.
No recurso, a defesa afirma que houve erro na análise dos fatos e das provas, contestando a interpretação de que os presentes recebidos configurariam contrapartida política. Os advogados pedem a revisão da condenação ou, a redução da pena aplicada.
O Ministério Público também apresentou apelação, argumentando que a sentença foi branda diante da gravidade do caso. O processo segue agora para análise em uma instância superior, em um momento de maior atenção pública sobre casos envolvendo figuras do antigo governo sul-coreano.
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Imagem: Reprodução/ Site: The Korea Times














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