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Ex-presidente Yoon Suk Yeol tem audiência final adiada pela Justiça sul-coreana

O Tribunal Distrital Central de Seul decidiu adiar a audiência final do julgamento do ex-presidente Yoon Suk Yeol. O caso envolve acusações de insurreição relacionadas à tentativa de imposição de lei marcial durante a crise política de dezembro de 2024.

Segundo o tribunal, a audiência foi postergada para a semana seguinte após a defesa solicitar mais tempo para analisar um grande volume de documentos e provas adicionadas recentemente ao processo. A sessão adiada incluiria as alegações finais do promotor especial, os pedidos de pena e os argumentos finais da defesa.

Yoon Suk Yeol foi destituído do cargo em 2025, após decisão do Tribunal Constitucional, que considerou inconstitucional a decretação de lei marcial. No processo criminal em andamento, a acusação sustenta que o ex-presidente e ex-integrantes de seu governo teriam conspirado para subverter a ordem constitucional, suspendendo atividades do Parlamento e ampliando o controle do Executivo sem respaldo legal.

O ex-presidente Yoon Suk Yeol na segunda fila à esquerda, indiciado por liderar uma insurreição relacionada à declaração da lei marcial em 3 de dezembro de 2024, e outros sete réus, incluindo o ex-ministro da Defesa Kim Yong-hyun, na primeira fila, segundo da esquerda, acusado de desempenhar papéis importantes na insurreição.

De acordo com a legislação sul-coreana, o crime de insurreição pode resultar em prisão perpétua ou até pena de morte, embora o país não realize execuções há décadas. Além desse julgamento, Yoon responde a outros processos por abuso de poder e obstrução de justiça, enquanto sua esposa, Kim Keon Hee, também enfrenta ações judiciais separadas.

Após a apresentação das alegações finais, o tribunal deve iniciar a fase de deliberação, e a sentença pode ser divulgada nas próximas semanas, possivelmente ainda no primeiro trimestre de 2026.

Confira também: Ex-presidente sul-coreano é indiciado por tentar criar conflito entre as Coreias

Imagem: Reprodução/ Site: Swissinfo; Site: The Korea Times

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