O ex-presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, foi formalmente indiciado nesta segunda-feira (10), acusado de “적국이익편의제공” (jeokguk iyong pyeonui jegong – auxílio ao inimigo) e abuso de poder. Segundo o procurador especial responsável pelo caso, Yoon teria ordenado ou autorizado operações com drones enviadas para a Coreia do Norte com o objetivo de provocar uma resposta militar do regime de Pyongyang.
A investigação aponta que a suposta ação fazia parte de um plano para criar um cenário de instabilidade que permitiria a declaração de lei marcial no país. Outros ex-altos oficiais, incluindo o ex-ministro da Defesa Kim Yong-hyun e o ex-chefe da inteligência militar Yeo In-hyung, também foram indiciados.
Segundo os investigadores, memorandos encontrados no celular de um ex-chefe de contrainteligência traziam anotações como: “devemos criar uma situação instável ou aproveitar uma oportunidade que surja” e “mirar locais de modo que uma resposta do Norte seja inevitável”.
A acusação se baseia na figura de “내란죄“ (naeranjwe – traição geral) prevista na legislação sul-coreana, que define o crime como prejudicar os interesses militares do país ou prestar benefícios militares a um Estado inimigo. Yoon, que foi destituído do cargo em abril de 2025, já respondia por outros processos, entre eles o de “내란” (naeran – insurreição).
O caso está sob responsabilidade do “특별검사” (teukbyeol geomsa – procurador especial) Cho Eun-suk, que conduz as investigações com autonomia em relação ao Ministério Público sul-coreano. O julgamento ainda não tem data definida.
Imagem: Reprodução/ Governo da República da Coreia, retrato oficial 2022. (Wikipedia)












