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Dois sul-coreanos são presos por envolvimento em esquema de golpes amorosos no Camboja

Dois homens da Coreia do Sul foram condenados pela Justiça de Busan por integrarem uma rede de golpes amorosos sediada no Camboja. O grupo utilizava aplicativos de mensagens para enganar vítimas, simulando intermediação de relacionamentos e cobrando taxas falsas.

O tribunal determinou que um dos réus, com cerca de 30 anos, cumpra quatro anos de prisão, além da perda de 22 milhões de won (aproximadamente R$ 83 mil). O outro, na casa dos 20 anos, recebeu três anos de reclusão e a confiscação de 20 milhões de won (cerca de R$ 75 mil). Ambos foram responsabilizados por fraude e participação em organização criminosa.

Segundo as investigações, os dois viajaram ao Camboja entre maio e junho do ano passado, após responderem a anúncios de emprego publicados na plataforma Band. Lá, foram recrutados para atuar como “iscas” em um esquema de golpes virtuais que se estendeu por cerca de sete meses.

As vítimas eram abordadas por meio de plataformas como o Telegram. Os golpistas se passavam por agentes de empresas que supostamente conectavam mulheres interessadas em encontros. Para participar, os alvos eram induzidos a pagar valores sob a justificativa de ativar “cupons” no site falso. O golpe causou um prejuízo de cerca de 840 milhões de won (R$ 3 milhões), a 20 pessoas.

Um dos condenados ocupava posição de supervisão dentro da quadrilha, sendo responsável por treinar e monitorar o desempenho de outros integrantes. As operações aconteciam em um escritório localizado em um cassino, com uma estrutura organizada por níveis hierárquicos e rígidas regras internas.

Os golpistas trabalhavam 12 horas por dia, recebendo pagamentos que variavam entre R$ 10 mil e R$ 43 mil mensais, de acordo com o cargo e a quantia arrecadada com as vítimas. O sistema também previa penalidades: quem desistisse da operação antes de três meses deveria pagar cerca de R$ 107 mil em multa e arcar com custos de softwares usados no esquema — valores que eram repassados aos demais membros.

Ao anunciar a decisão, o tribunal destacou a gravidade das ações e o impacto social dos golpes amorosos. A sentença considerou, no entanto, que os acusados admitiram parte dos crimes e demonstraram arrependimento, além de terem feito acordos parciais com algumas das vítimas.

Imagem: Reprodução/Amar Preciado (Pexels)

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