A Coreia do Sul anunciou nesta terça-feira (24) a revogação de honrarias nacionais concedidas a militares envolvidos no golpe de 1979, movimento que levou à ascensão de Chun Doo-hwan ao poder e marcou um período de forte repressão política no país.
A medida atinge condecorações atribuídas a figuras centrais do aparato militar que participaram da consolidação do controle político após o assassinato do então presidente Park Chung-hee. Na sequência, o grupo liderado por Chun conduziu o golpe de 12 de dezembro, assumindo o comando das Forças Armadas e ampliando sua influência sobre o governo.
O período ficou marcado por violações de direitos humanos, com destaque para o Levante de Gwangju, em 1980, quando manifestações pró-democracia foram violentamente reprimidas. O episódio se tornou um dos símbolos mais significativos da luta democrática sul-coreana e segue como referência central no debate público sobre memória histórica.
Segundo o governo, a decisão busca alinhar as honrarias estatais aos valores democráticos atuais, diante do papel desses militares na ruptura institucional. A medida é vista por organizações civis como um avanço na justiça de transição, enquanto setores conservadores criticam a iniciativa e apontam risco de maior polarização política.
Imagem: Reprodução/ Site: The Korea Times













