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BTS detalha novo álbum e trajetória em entrevista à GQ

Após cumprir o período de serviço militar obrigatório na Coreia do Sul, o BTS reaparece oficialmente em uma nova fase. O grupo estrela a edição mais recente da GQ e concede sua primeira entrevista de capa desde 2022, marcando o retorno coletivo depois de um hiato dedicado às atividades individuais e ao alistamento.

Durante dois meses em Los Angeles, os sete integrantes dividiram casa e mantiveram uma rotina rígida de trabalho. Segundo RM, a intenção era retomar a dinâmica de dedicação intensa que marcou o início da carreira, concentrando esforços na criação de novas músicas e na definição do direcionamento do próximo projeto.

O tema do alistamento militar também ganhou espaço na entrevista. Suga contou que a experiência transformou seus hábitos, trazendo uma disciplina inédita à sua rotina. J-Hope destacou o impacto de vivenciar uma realidade completamente diferente, afirmando que o período o tornou mais consciente sobre a vida e a sociedade. Jimin descreveu o processo como emocionalmente desafiador, enquanto V relembrou que, pouco antes da dispensa, Jung Kook se emocionou ao falar sobre a vontade de voltar aos palcos e reencontrar o público, demonstrando o quanto a pausa afetou o grupo.

O período de atividades solo também foi apontado como essencial para o amadurecimento artístico. Jimin descreveu a fase como um momento de crescimento individual. J-Hope ressaltou que as colaborações externas ajudaram a compreender melhor suas próprias preferências musicais. Ainda assim, todos reforçaram que a essência do BTS permanece no trabalho em conjunto. V foi direto ao afirmar que o grupo está acima das individualidades e que a identidade construída desde o debut continua sendo o alicerce de tudo.

Sobre o novo álbum, “ARIRANG” as falas revelam um projeto que carrega mais do que diversidade de gêneros. Há uma expectativa de amadurecimento, de reflexão, de exposição de vulnerabilidades que antes talvez fossem suavizadas. Suga sugere que o disco traz uma camada mais introspectiva, enquanto RM o define como um “pacote completo”, expressão que indica não apenas variedade sonora, mas uma tentativa de organizar sentimentos acumulados ao longo desses anos. A impressão é de que não se trata apenas de um retorno comercial, mas de um reposicionamento artístico. Um trabalho que dialoga com quem eles foram, com quem se tornaram e com quem ainda desejam ser.

O Grammy Awards voltou a ser mencionado como possível objetivo, mas em um contexto diferente do passado. RM afirmou que o grupo pode inscrever o novo álbum novamente, reconhecendo a importância simbólica da premiação. No entanto, deixou claro que a prioridade atual é o reencontro com os fãs e a retomada das atividades ao vivo. Segundo ele, mais do que provar algo à indústria, o momento é de consolidar o retorno e aproveitar o fato de estarem juntos novamente. O prêmio segue como meta, mas não define o rumo do grupo.

Ao falar sobre o futuro, Suga imagina o grupo dançando aos 50 ou 60 anos, desde que haja vontade e público. A declaração pode soar leve, mas carrega uma intenção profunda: permanecer.

O retorno do grupo, portanto, não se resume a uma capa de revista ou a um lançamento aguardado. Ele simboliza uma nova etapa construída sobre disciplina, crescimento individual e reconexão coletiva. Se o passado foi marcado pela ascensão meteórica e pela busca por reconhecimento global, o presente parece guiado por algo mais interno: consciência, maturidade e a decisão de seguir lado a lado.

Imagem: Reprodução/X (@GQMagazine)

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