A Coreia do Sul inaugura em 20 de março de 2026 a maior exposição institucional de arte queer já realizada no país. Intitulada Spectrosynthesis Seoul, a mostra ocupa o Art Sonje Center, em Seul, reunindo 74 artistas e coletivos em um panorama inédito da produção LGBTQ+ contemporânea, com forte presença asiática e foco no contexto coreano.
Organizada em parceria com a Sunpride Foundation, a exposição propõe uma leitura ampla da arte queer a partir do conceito de “espectro” e “síntese”, conectando diferentes gerações, linguagens e geografias. A curadoria, assinada por Sunjung Kim e Yongwoo Lee, utiliza a ideia de “trans” como eixo central, explorando transformação, deslocamento e fluidez para além das questões de identidade de gênero.


O projeto ocupa todo o edifício do museu, incluindo espaços não convencionais, e se estrutura em três frentes principais com obras históricas da arte queer internacional, produções contemporâneas coreanas e novas comissões criadas especialmente para a exposição. Entre os nomes apresentados estão David Wojnarowicz, Derek Jarman, Annie Leibovitz, Kang Seung Lee e Siren eun young jung, estabelecendo um diálogo entre memória, arquivo e experimentação.
Realizada em um contexto de debates ainda sensíveis sobre diversidade na Coreia do Sul, a exposição surge como um marco cultural e simbólico ao ampliar a visibilidade de narrativas LGBTQ+ e inserir Seul no circuito global da arte contemporânea.
Imagem: Reprodução/ @artesonje_center (Instagram)













