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SUGA contribui para manual clínico voltado ao TEA

O rapper e produtor SUGA, integrante do grupo sul-coreano BTS, passou a integrar oficialmente a lista de coautores de um manual clínico voltado ao desenvolvimento de habilidades sociais em crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista.

A publicação faz parte do programa MIND (Music, Interaction, Network and Diversity), desenvolvido por uma equipe de pesquisa do Severance Hospital, sob liderança da psiquiatra Cheon Geun-ah. A proposta central do projeto é utilizar a música como ferramenta terapêutica para estimular a interação social de jovens dentro do espectro.

Diferente de abordagens tradicionais, que costumam depender fortemente da linguagem e de habilidades cognitivas mais avançadas, o programa aposta em experiências práticas e colaborativas. Atividades como escolha de instrumentos, ensaios e apresentações em grupo são usadas para incentivar a comunicação e o vínculo entre os participantes.

O envolvimento de SUGA vai além de uma colaboração simbólica. Segundo a equipe responsável, o artista participou desde as etapas iniciais de concepção do projeto, contribuindo com ideias e acompanhando o desenvolvimento do método. Ele também atuou como instrutor voluntário durante a fase piloto, tendo contato direto com os jovens atendidos.

Outro ponto decisivo para a concretização da iniciativa foi a contribuição financeira do músico, que viabilizou a criação de um centro especializado dentro do hospital. O espaço, dedicado ao tratamento e pesquisa na área, é onde o programa vem sendo aplicado e aprimorado.

Na introdução do manual, os pesquisadores destacam a sensibilidade artística e o compromisso social de SUGA, ressaltando que sua participação foi essencial para transformar o projeto em realidade. A expectativa da equipe é que o material sirva como referência para profissionais de saúde ao redor do mundo, ampliando o uso da música como recurso terapêutico.

A iniciativa reforça uma tendência crescente de integrar arte e ciência em intervenções clínicas, mostrando como a música pode desempenhar um papel relevante não apenas no entretenimento, mas também na inclusão e no desenvolvimento humano.

Imagem: Reprodução – agustd (Instagram)

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