O caso envolvendo a brasileira acusada de perseguir Jungkook, integrante do BTS, teve novos avanços na Coreia do Sul. Nesta terça-feira (3), o Ministério Público do Distrito Oeste de Seul confirmou à imprensa local que a mulher foi formalmente indiciada e permanece detida.
Segundo as autoridades, ela responde por acusações de perseguição e invasão de propriedade. A denúncia foi apresentada após investigação conduzida pela divisão responsável por crimes contra mulheres e crianças, que entendeu que as reiteradas tentativas de aproximação à residência do artista violaram a Lei Antiperseguição sul-coreana.
De acordo com as informações divulgadas, a suspeita, que tem cerca de 30 anos e não teve a identidade revelada, teria ido ao imóvel aproximadamente 20 vezes entre dezembro e janeiro. Durante esse período, ela teria tocado a campainha da casa e deixado cartas na porta, na tentativa de estabelecer contato com o cantor.
O histórico do caso também inclui uma detenção anterior, registrada em 13 de dezembro, quando a brasileira teria sido flagrada tentando acessar a propriedade. Apesar da ocorrência, ela foi liberada na ocasião. Posteriormente, a polícia determinou uma ordem de restrição que a proibia de se aproximar a menos de 100 metros da residência. A medida, no entanto, teria sido descumprida, resultando em nova prisão e no encaminhamento do caso ao Ministério Público em 19 de fevereiro.
Durante o interrogatório, a mulher teria afirmado que agiu “por amor” ao artista. A promotoria, porém, avaliou que a motivação alegada não descaracteriza a prática de perseguição, uma vez que as ações envolveram insistência e violação de espaço privado.
No Brasil, familiares concederam entrevista ao G1 no início do ano afirmando que a mulher enfrenta problemas psiquiátricos e estaria sem o uso regular de medicação controlada. Segundo relatos, ela já teria apresentado um episódio semelhante em 2021. A família fez um apelo às autoridades brasileiras e sul-coreanas para que ela receba apoio e possa retornar ao país.
O processo segue em andamento na Justiça sul-coreana, e novas atualizações podem ser divulgadas nos próximos dias.
Imagem: Reprodução/X (@CalvinKlein)













