O Tribunal Distrital Central de Seul condenou nesta terça-feira (24) o xamã Jeon Seong-bae, conhecido como Geonjin Beopsa, a seis anos de prisão por aceitar subornos e atuar como intermediário de favores políticos. Ele ficou conhecido nacionalmente por sua proximidade com a ex-primeira-dama Kim Keon-hee, esposa do ex-presidente Yoon Suk-yeol.
De acordo com a sentença, Jeon recebeu dinheiro, bens e itens de luxo entre 2022 e 2025 em troca de facilitar contatos e supostamente interceder junto a figuras do alto escalão. Parte das vantagens estaria relacionada a interesses da Family Federation for World Peace and Unification, conhecida como Igreja da Unificação. O tribunal determinou ainda o confisco de aproximadamente 180 milhões de won, valor considerado obtido de forma ilícita.
Os juízes afirmaram que o réu usou sua proximidade com o círculo presidencial para ganhar credibilidade e obter vantagens financeiras, o que configurou corrupção e tráfico de influência. Ele também foi acusado de violar a lei de financiamento político, mas foi absolvido dessa acusação por não ser considerado tecnicamente agente político.
O caso integra uma série de investigações que atingiram o entorno do antigo governo. A própria Kim Keon-hee foi condenada anteriormente por aceitar presentes de luxo ligados à mesma organização religiosa, em decisão que intensificou o debate sobre a influência de líderes espirituais e intermediários no núcleo do poder sul-coreano. A defesa de Jeon ainda pode recorrer da sentença.
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Imagem: Reprodução/ Site: Yonhap













