A Korean Association of the Deaf (KAD), entidade nacional que representa a comunidade surda na Coreia do Sul, tornou-se alvo de uma investigação criminal conduzida pela Polícia Metropolitana de Seul após denúncias de agressão sexual envolvendo executivos atuais e antigos da organização. O caso envolve suspeitas de abuso de poder, violação da legislação penal e possíveis falhas estruturais de governança institucional.
Segundo as autoridades, mandados de busca e apreensão foram cumpridos na sede da KAD, localizada no distrito de Geumcheon, além da residência de um integrante do conselho diretor. A apuração está sob responsabilidade da polícia local e inclui a análise de documentos administrativos, registros internos e comunicações institucionais.
De acordo com informações preliminares divulgadas por investigadores, um dos dirigentes é suspeito de ter explorado sua posição hierárquica para atrair uma pessoa surda sob a promessa de emprego, o que teria resultado em agressão sexual ocorrida em 2022. Um ex-secretário-geral da KAD também foi formalmente registrado como suspeito, sob a acusação de ter cometido atos semelhantes contra a mesma vítima.
Paralelamente à investigação criminal, o Ministério da Saúde e Bem-Estar já havia realizado auditorias administrativas na KAD no ano anterior. Como resultado, quatro dirigentes foram encaminhados às autoridades por possíveis violações de confiança, interferência em processos internos, obstrução de atividades institucionais e irregularidades na gestão de recursos.
A investigação acontece em um cenário de maior atenção da sociedade às instituições que atuam com grupos vulneráveis, o que reacende discussões sobre fiscalização, prevenção de abusos e responsabilidade dessas organizações.
Imagem: Reprodução/ Site: Pexels (Kevin Malik)













