A ex-primeira-dama da Coreia do Sul, Kim Keon-hee, foi condenada a 1 ano e 8 meses de prisão pelo crime de recebimento de suborno. Kim é esposa do ex-presidente Yoon Suk-yeol e esteve no centro de diversas controvérsias ao longo do mandato do marido.
Segundo a Justiça, Kim recebeu presentes de alto valor, por meio de intermediários ligados à Igreja da Unificação, organização religiosa frequentemente citada em investigações sobre influência política no país. Os itens teriam sido entregues com o objetivo de obter favorecimento e acesso a círculos de poder durante o período em que Yoon ocupava a Presidência.
Na sentença, o tribunal considerou que havia provas suficientes para caracterizar o crime de suborno, destacando que a posição institucional da então primeira-dama conferia relevância política aos benefícios recebidos, ainda que ela não ocupasse cargo eletivo. Por outro lado, Kim foi absolvida de outras acusações, como manipulação de ações e violação das leis de financiamento político, por insuficiência de provas.
A pena aplicada ficou abaixo do solicitado pela promotoria, que havia pedido até 15 anos de prisão. A defesa da ex-primeira-dama afirmou que pretende recorrer da decisão, alegando interpretação excessiva dos fatos por parte do tribunal.
O caso integra uma série de investigações que marcaram o governo de Yoon Suk-yeol e aprofundaram críticas sobre ética e transparência na condução do poder político no país.
Confira também:
- Ex-ministro da Justiça Park Sung-jae nega acusações em julgamento por insurreição na Coreia do Sul
- Ex-primeiro-ministro Han Duck-soo é condenado a 23 anos por lei marcial na Coreia do Sul
- Promotoria pede pena de morte para Yoon Suk Yeol por insurreição
Imagem: Reprodução/ Site: Getty images / Chung Sung-Jun














Um comentário