O ex-ministro da Justiça sul-coreana, Park Sung-jae, compareceu ao tribunal nesta semana para a primeira audiência de seu julgamento por insurreição, no qual nega todas as acusações relacionadas à tentativa de imposição de lei marcial no país. O caso integra o conjunto de investigações abertas após a crise institucional que abalou o governo do então presidente Yoon Suk-yeol no fim de 2024.
De acordo com a promotoria, Park teria participado ou facilitado medidas consideradas ilegais durante o episódio, incluindo o uso indevido de estruturas do Estado sob o pretexto da lei marcial. A defesa, por sua vez, sustenta que o ex-ministro não apenas desconhecia os detalhes da operação como também teria se manifestado contra a adoção da medida extrema.
O julgamento ocorre em meio a um amplo processo de responsabilização de autoridades ligadas à tentativa de ruptura da ordem constitucional. Além de Park, outros ex-integrantes do alto escalão do governo anterior são investigados ou já foram condenados, em um dos momentos mais delicados da política sul-coreana desde a redemocratização.
O tribunal deverá ouvir testemunhas e analisar documentos nas próximas audiências, com expectativa de que o caso se estenda pelos próximos meses. O desfecho do processo é acompanhado de perto pela opinião pública e pode ter impacto direto na condução política e institucional da Coreia do Sul nos próximos anos.
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Imagem: Reprodução/ Site: Yonhap














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