A Coreia do Sul anunciou planos para criar uma escola dedicada ao ensino do Hansik, a culinária tradicional coreana, voltada especialmente a estudantes estrangeiros. A iniciativa faz parte de uma estratégia do governo para ampliar a presença internacional da gastronomia do país e consolidá-la como um dos eixos de sua diplomacia cultural.
O projeto surge em meio ao crescimento do interesse global pela cultura sul-coreana, impulsionado não apenas pelo K-pop e pelos dramas televisivos, mas também pela valorização de sua cozinha. As exportações de alimentos coreanos ultrapassaram US$ 16,1 bilhões em 2023, impulsionadas por produtos como kimchi e ramyeon, e o governo projeta que esse valor possa chegar a US$ 21 bilhões anuais até 2030. Nos Estados Unidos, o número de restaurantes coreanos cresceu cerca de 10% em 2024, enquanto no Brasil os pedidos de culinária sul-coreana em plataformas de delivery aumentaram aproximadamente 430% entre 2020 e 2025, evidenciando a expansão do Hansik fora da Ásia.
Segundo o planejamento divulgado pelas autoridades, a escola deverá oferecer cursos teóricos e práticos, abrangendo técnicas tradicionais e interpretações contemporâneas do Hansik, além de conteúdos sobre o contexto histórico e social da culinária coreana. O público-alvo inclui estudantes internacionais, chefs em formação e profissionais interessados em se especializar na cozinha do país.
Ao investir na formação de estrangeiros em sua gastronomia, a Coreia do Sul busca criar uma rede internacional de difusores culturais e fortalecer a circulação global do Hansik. O projeto se soma às políticas sul-coreanas de promoção cultural e educacional no exterior.
Imagem: Reprodução/ Site: Pexels (Luis Becerra)













