O procurador especial responsável pelo caso contra o ex-presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, solicitou oficialmente a pena de morte nesta terça-feira (13), durante a fase final do julgamento que apura acusações de insurreição relacionadas à declaração de lei marcial em dezembro de 2024.
De acordo com a acusação, Yoon teria liderado uma tentativa de subverter a ordem constitucional ao mobilizar forças militares e restringir o funcionamento do Parlamento, em meio à crise política que culminou em sua destituição do cargo. O pedido foi apresentado no Tribunal Distrital Central de Seul.
Pela legislação sul-coreana, o crime de insurreição admite apenas três tipos de punição, que incluem a pena de morte, a prisão perpétua com trabalho forçado ou a prisão perpétua sem trabalho. Apesar disso, embora a pena capital siga prevista em lei, a Coreia do Sul não realiza execuções desde 1997.

Mesmo com o pedido máximo apresentado pela promotoria, a prisão perpétua é considerada o desfecho mais provável, levando em conta precedentes judiciais e o contexto político atual. A sentença deve ser anunciada nas próximas semanas, com expectativa de veredito ainda no primeiro trimestre de 2026.
O caso é considerado um dos mais graves da história política recente da Coreia do Sul, marcando a primeira vez que um ex-presidente enfrenta a possibilidade de pena máxima por atos cometidos durante o exercício do cargo.
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Imagem: Reprodução/ Site: Reuters; The Korea Times














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