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Kim Ji-mee, ícone do cinema sul-coreano, morre aos 85 anos

A atriz Kim Ji-me, uma das grandes estrelas da era de ouro do cinema da Coreia do Sul, morreu na quarta-feira, 10 de dezembro de 2025, aos 85 anos nos Estados Unidos, deixando um legado que atravessa gerações. Nascida em 1940 em Daedeok, na província de Chungcheong do Sul, a artista estreou no cinema aos 17 anos em “O Trem do Crepúsculo”, de Kim Ki-young, e rapidamente conquistou o público com filmes como “A Estrela no Meu Coração”, de Hong Seong-ki. Ao longo de quatro décadas, participou de mais de 700 filmes, trabalhando com grandes cineastas como Kim So-yong e Im Kwon-taek, tornando-se uma presença indispensável nas telas sul-coreanas.

Durante a década de 1960, Kim Ji-mee se destacou por sua elegância, presença magnética e talento para dar vida a personagens complexas. Seus colegas e diretores lembram dela como uma figura única. Lee Jang-ho, que dirigiu Kim Ji-mee em seu último papel principal em “Myongja, Akiko, Sonia”, a descreveu como uma atriz escolhida e uma verdadeira heroína do cinema coreano. Jung Ji-young destacou seu auge glorioso, comparando-a a ícones masculinos de sua geração, e Bae Chang-ho ressaltou sua humildade e cuidado com a equipe durante as filmagens de “Deep Blue Night”.

Além de brilhar nas telas, a artista contribuiu para a indústria de outras maneiras. Ela fundou a produtora Jimi Film, presidiu uma associação cinematográfica e integrou o Conselho de Cinema da Coreia, mostrando liderança e compaixão. Kim Dong-ho, ex-diretor do Festival Internacional de Cinema de Busan, lembrou-a como pioneira, destacando sua capacidade de produzir e protagonizar filmes que deixaram impacto duradouro.

Kim Ji-mee será lembrada não apenas por seus papéis icônicos, mas também por sua personalidade marcante, dedicação e generosidade. Sua carreira, marcada por glamour, talento e humanidade, inspirou colegas e espectadores por décadas. A Federação de Cineastas Coreanos anunciou que realizará um funeral oficial em homenagem à atriz, celebrando a vida de uma mulher cuja trajetória ajudou a construir e eternizar a era de ouro do cinema sul-coreano.

Imagens: Reprodução/Site: The Korea Times (Newsis; Arquivo de Filmes Coreanos)

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