O ex-líder do grupo TEEN TOP, C.A.P, trouxe à tona novas críticas sobre os bastidores do K-pop, revelando aspectos que classificou como “opressores” dentro da indústria musical sul-coreana. Em uma recente entrevista concedida a um canal de bate-papo online, o artista de 33 anos denunciou as condições enfrentadas por idols jovens e a rigidez dos contratos de longo prazo impostos pelas agências.
Segundo C.A.P, esses contratos limitam severamente a liberdade profissional dos artistas, impedindo-os de buscar outras fontes de renda, mesmo em períodos sem atividades lucrativas. Ele afirmou que, em alguns casos, essa falta de autonomia leva artistas a recorrerem a trabalhos noturnos — como bares e host bars — para se sustentar financeiramente.
O cantor também propôs mudanças estruturais na forma como o setor é administrado. Entre suas sugestões, está a criação de um sistema de salário mensal fixo para idols, semelhante ao de trabalhadores comuns, com o objetivo de garantir maior estabilidade financeira no início da carreira e reduzir a dependência de fontes externas de renda.
C.A.P estreou em 2010 como líder do TEEN TOP, grupo conhecido por sucessos como “No More Perfume on You”, “I’m Gonna Crazy” e “Rocking”. Ele permaneceu na formação até 2023, quando deixou o grupo e encerrou seu contrato com a TOP Media. Desde então, o artista tem se destacado por suas falas francas sobre os desafios emocionais e éticos do K-pop, abordando temas como assédio de fãs, proibição de relacionamentos amorosos e exaustão mental.
O debate sobre os chamados “contratos-escravos” — que impõem longos períodos de exclusividade, regras rígidas e pouca transparência — voltou a ganhar força após as declarações do cantor.
Atualmente, C.A.P leva uma vida mais simples e afirma que, embora sua renda tenha diminuído desde que deixou o grupo, se sente mais livre e em paz. Ele contou que tem realizado trabalhos manuais, como jardinagem, e que prefere atividades que estejam mais alinhadas aos seus valores pessoais, mesmo sem o glamour ou os ganhos do passado.
Imagem: Reprodução/TOP MEDIA













